A primeira vez a gente nunca esquece

Andei sumida por um tempo, mas é que as coisas ficaram um tanto quanto tensas nos últimos dias. Dia 01 de abril era dia da tão esperada 3° dose da vacina do Fred.  Isso porque com esse esquema básico completo poderíamos começar a passear com. Poderíamos se ele não tivesse adoecido...
Era uma sexta-feira e o dia começou com uma diarreia, que não abalou em nada o comportamento do bichinho. Apesar de imaginar que a vacina não seria dada, fui até o veterinário, até para que fosse avaliado esse quadro diarreico. Hidratado, bom estado geral, sem outros sintomas. Saí de lá com a receita de um probiótico e orientada a retornar na semana seguinte para a vacinação. Ótimo, não tinha nada de mais e uma semana a mais não faria tanta diferença.
Só que no dia seguinte, o estado geral já não era mais bom. Meu filhote começou a prostrar, não queria mais comer ou beber e ainda começou a chorar muito cada vez que evacuava.
Pausa para notas adicionais - o Fred é o que os veterinários gentilmente chamam de  “aspirador”. Tudo que cai no chão ele engole. O que não cai também, porque as coisas simplesmente chegam até a boca dele. E ao dizer as coisas incluo partes do pé da mesa que ele roeu, pedaços de papel de parede que ele arrancou e até fragmentos dos brinquedos desenvolvidos para cachorros morderem! Na sexta-feira, já doente, ele entrou na cozinha e saiu com uma tampa de copo descartável sem que víssemos. Até que foi pelo no flagra dilacerando a tampinha, que imediatamente foi tomada dele. Mas não todas as partes como pensávamos.
Retomando – Após alguns choros, descobrimos o que era a dor para evacuar. Ao limpá-lo percebi algo espetando no bumbunzinho dele. Era um pedaço do copo do dia anterior estava preso no ânus do bichinho. Tiramos com uma pinça e seguimos para uma emergência veterinária.

Foi examinado e realizou uma ultrassonografia de abdome. Aparentemente normal. Só havia um dado curioso: o estômago parecia muito cheio pela ultrassom. Só que ele não estava se alimentando. Voltamos para casa com uma receita enorme, vários remédios e ração especial para dar por 3 dias.  Só que ao longo do dia ele continuou alimentado-se mal, evacuando muito e chorando demais. O desespero foi batendo. Durante a madrugada, ele chorava e foi ficando molinho. Achei que ele ia morrer. Foi horrível. Consegui dar um pouco de água de coco numa seringa para ele. Depois disse ele deu uma reavivada. Ufa! Agora vamos dormir ? Difícil. O medo de fechar os olhos e ele morrer era tão grande. Entendi, pela primeira vez, as mães que vão ao consultório e se desesperam por uma diarreia. Só peguei no sono quando não deu mais para segurar...
Barriguinha raspada da ultrassom. Tigela de água e comida intocadas. Mamãe desesperada. 

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