Difícil sair e olhar para trás.

No meu segundo dia com o Fred, precisei sair logo cedo. Normalmente trabalharia o dia todo, era uma segunda-feira, mas especialmente neste dia eu iria fazer uma prova e voltaria para casa ainda de tarde. 
Eu estava na Tijuca aquela manhã, mas minha cabeça estava no Recreio. Meu filho, sozinho. E agora? Será que estava tudo bem? 
O que?"Meu filho"? Eu que sempre tive tanta implicância com quem achava que cachorro era filho. Comecei a pagar a minha língua no meu segundo dia de "mãe de cachorro”. 
Acabei terminando a prova antes da hora esperada. Quanto mais perto eu chegava de casa, mais longe eu tinha a sensação de estar. Quando eu finalmente cheguei em casa, senti um alívio enorme no meu coração.
Meu bebê estava lá. Lindo e bem!

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